Nazareno Florêncio
sábado, 1 de junho de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
TJs, a TNM (Tradução do Novo Mundo), é rejeitada pela
maioria dos teólogos eruditos em grego e hebraico do mundo inteiro e tida como
infiel ao original. Colocaram a palavra Jeová no Novo Testamento mais de 200
vezes, mesmo não havendo uma só vez no NT grego o nome Jeová (onde no NT grego
está a palavra kurios/senhor eles trocam por Jeová, para desassociar a pessoa
de Jesus com Jeová).
A
bíblia das TJ's é adulterada para negar a divindade de Cristo. Além do famoso
João 1.1 - "a Palavra era [um] deus." (que na TNM está diferente de
98% de todas as traduções bíblicas existentes no mundo), o verbo ADORAR no
grego (proskuneo) é usada na bíblia das TJ's somente quando se refere ao Pai,
mas quando o mesmo verbo é usado ao se referir a Jesus, a STV (SOCIEDADE TORRE
DE VIGIA) alterou tendenciosamente para "PRESTAR HOMENAGEM":Hebreus 1
(TNM)
6
Mas, ao trazer novamente o seu Primogênito à terra habitada, ele diz: “E todos
os anjos de Deus lhe PRESTEM HOMENAGEM.
Hebreus
1 (bíblias evangélicas e católicas)
6
E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de
Deus O ADOREM.
Mateus
28 (TNM)
9
E eis que Jesus foi ao encontro delas e disse: “Bom dia!” Elas aproximaram-se e
agarraram-no pelos pés, e PRESTARAM-LHE HOMENAGEM.
Mateus
28 (bíblias evangélicas e católicas)
9
E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se,
abraçaram-lhe os pés e O ADORARAM.
Em
Tito 2.13 a STV foi mais longe ainda, acrescentou uma preposição "de"
+ artigo "o", [do], onde não consta no original grego, para
desvincular a idéia da natureza divina de Jesus:
Tito
2 (TNM)
13
ao passo que aguardamos a feliz esperança e a gloriosa manifestação do grande
Deus e [do] Salvador de nós, Cristo Jesus.
Tito
2 (bíblias evangélicas e católicas)
13
aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus
e Salvador Cristo Jesus.
O
famoso "EU SOU" de Jesus também foi alterado pelas TJ's. Em Êxodo
3.14 colocaram um "MOSTRAREI SER"; e em João 8.58 colocaram um
"EU TENHO SIDO" (para que Jesus não seja associado ao texto de Êx
3.14).
Porém,
tanto na Septuaginta como no Nestle, ambos textos, Êxodo 3.14 e João 8.58,
citam a expressão "EGO EIMI" / EU SOU. Veja que interessante:
Êxodo
3 (TNM)
14
Então disse Deus a Moisés: “MOSTRAREI SER O QUE EU MOSTRAR SER.” E acrescentou:
“Isto é o que deves dizer aos filhos de Israel: ‘MOSTRAREI SER enviou-me a
vós.’
Êxodo
3 (bíblias evangélicas e católicas)
14
Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de
Israel: EU SOU me enviou a vós outros.
Êxodo
3 (Septuaginta - observe o "ego eimi / eu sou")
14
kai eipen o qeoV proV mwushn ego eimi o wn kai eipen outwV ereiV toiV uioiV
israhl o wn apestalken me proV umaV
João
8 (TNM)
58
Jesus disse-lhes: “Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à
existência, EU TENHO SIDO.”
João
8 (bíblias evangélicas e católicas)
58
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão
existisse, EU SOU.
João 8 (Nestle)
58 eipen autois o Iêsous amên amên
legô umin prin abraam genesthai ego eimi.
Como se pode observar, as bíblias
evangélicas e católicas não alteraram o "EGO EIMI", traduzindo
fielmente como "EU SOU". Já a TNM está corrompida, para atender à
doutrina das Testemunhas de Jeová. As TJ's fazem questão de desprezar muitos
outros textos bíblicos onde a divindade de Jesus é enfatizada:
João 5
18 Por isso, pois, os judeus ainda
mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia
que Deus era seu próprio Pai, FAZENDO-SE IGUAL A DEUS.
João 10
31 Os judeus pegaram então outra
vez em pedras para o apedrejar.
32 Disse-lhes Jesus: Muitas obras
boas da parte de meu Pai vos tenho mostrado; por qual destas obras ides
apedrejar-me?
33 Responderam-lhe os judeus: Não
é por nenhuma obra boa que vamos apedrejar-te, mas por blasfêmia; e porque,
SENDO TU HOMEM, TE FAZES DEUS.
Um dos grupos religiosos mais
perigosos no uso da Bíblia são as TJs, por que foram mais longe do que os
demais grupos religiosos no trato com a Bíblia. Enquanto outros grupos
religiosos se restringem à interpretação da Bíblia pelos seus líderes
fundadores, as TJs se deram ao trabalho de produzir sua própria Bíblia,
trazendo para ela sua interpretação particular, alterando determinadas
expressões e palavras para justificar suas doutrinas peculiares.
É sua versão conhecida como a
TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO DAS SAGRADAS ESCRITURAS:
Apocalipse 22
18 Eu testifico a todo aquele que
ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma
coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro;
19 e se alguém tirar qualquer
coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da
árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.
Deus te abençoe, em nome do Senhor
Jesus, o Deus Unigênito (João 1.18).
domingo, 21 de abril de 2013
A Lei de Dar e Receber – por Luciano Subirá
No mês
de julho de 2003, o meu filho Israel, na época com cinco anos de idade, nos deu
a alegria de demonstrar que ele havia entendido a lei bíblica do dar e receber.
Havíamos começado naqueles dias a dar alguns trocados a ele com a intenção de
ensiná-lo a poupar o seu dinheiro. Até então nunca havíamos lhe dado dinheiro,
só os presentes e as coisas que ele pedia ou precisava, mas achamos que já era
hora do aprendizado. Ele ficou tão empolgado com o seu estojinho cheio de
moedas que acabou decidindo levá-lo consigo à igreja, ao invés de levar algum
brinquedo. Eu estava pregando fora neste domingo e não assisti à cena. Foi a
minha esposa que me contou o ocorrido por telefone, mesmo antes de eu chegar em
casa.
Quando o
culto estava para começar, o Israel se aproximou da mãe e foi logo pedindo a
costumeira oferta que ele tanto gostava de entregar ao Senhor. Contudo,
reparando no estojinho de moedas que ele trazia em sua mão, a Kelly achou que
também era hora de ensinar-lhe um outro princípio, e disse-lhe que desta vez
ela não lhe daria dinheiro para ofertar. Ela lhe explicou que agora,
diferentemente de todas as outras vezes, ele tinha o seu próprio dinheiro, e
era tempo de ele aprender a dar a Deus do seu próprio dinheiro. O menino
retrucou na hora: “Mas mãe, se eu der do meu dinheiro, eu vou ficar com menos!”
Então, sabiamente, a minha esposa lhe explicou como Deus é a Pessoa mais
importante das nossas vidas, a importância de agradá-Lo, a gratidão que devemos
manifestar de tantas formas (inclusive com as nossas ofertas) e jogou a
“batata-quente” nas mãos dele. Ela também lhe disse que se ele quisesse ofertar
naquele dia, seria do dinheiro dele, mas que ela não o forçaria a nada! Seria
ele que decidiria se ele daria ou não!
No
momento das ofertas, ele foi sozinho à frente, enquanto a sua mãe atuava na
equipe do louvor, e, de longe, ele lhe mostrou o dinheiro em sua mão, como quem
diz: “Resolvi dar, mamãe!” E estava todo contente! No final do culto, a Kelly o
abraçou e alegremente disse-lhe: “A mamãe está muito feliz por você ter
decidido ofertar do seu dinheiro a Deus. Isto que você fez hoje é uma coisa
muito importante!” Sem pestanejar, ele rebateu na hora: “Mas mãe, veja bem, eu
sou esperto! Eu sei que Deus vai me abençoar!” E emendou a pergunta: “Quando
Deus me abençoar, como vai acontecer? Vai cair dinheiro do céu, vai para o
banco, como é que é?” A minha esposa lhe explicou que, normalmente, o Senhor
usa pessoas para nos abençoar, que o dinheiro não cai do céu, e que a bênção
não é só recebermos dinheiro de volta. Ele disse que havia entendido e afirmou
que tinha certeza que Deus o abençoaria. E afirmou: “Já que Deus vai me
abençoar, mãe, eu já pedi um tênis novo para Ele. Eu já falei até a cor que eu
quero.”
A Kelly
me contou tudo pelo telefone, e oramos que Deus usasse este momento para
ensinar-lhe este princípio bíblico. Dois dias depois, na terça-feira, a
Teresinha, uma irmã da nossa igreja, telefonou à Kelly, perguntando o número
que o Israel calçava, e disse que estava com uma vontade muito grande de
comprar um par de tênis para ele. A minha esposa lhe deu a informação e não
disse nada ao meu filho. Na sexta-feira, a nossa amiga apareceu em casa com o
presente, e a Kelly, depois de dar-lhe as boas-vindas, chamou o dono do
presente para recebê-lo. Com os olhinhos brilhando, o Israel logo abriu o
embrulho, e, ao pegar o tênis, foi logo dizendo: “Eu sabia! Da minha cor
predileta! Do jeitinho que eu pedi para Deus me abençoar!” E, virando-se para a
nossa amiga, disparou: “Teresinha, não foi você que me deu este presente! Foi
Deus que tocou em seu coração para me abençoar, pois eu dei uma oferta do meu
dinheiro no domingo, lá na igreja, e como eu sabia que Deus me abençoaria, orei
para Ele me dar um tênis novo, da cor que eu mais gosto!” Quando a irmã
Teresinha foi embora, ele confessou à sua mãe: “Mãe, quando abri aquela caixa e
vi o meu tênis novo, eu quase chorei!” Ele quase chorou, mas todos nós
choramos! Choramos pela fidelidade de Deus e pela lição que ele aprendeu, e que
também, ao mesmo tempo, ensinou a todos nós!
Há um
princípio poderoso na área financeira que Paulo chama de “dar e receber”.
Escrevendo à Igreja em Filipos, o apóstolo agradece a ajuda financeira por eles
enviada, e usa um termo interessante para falar do relacionamento entre aquela
igreja e ele: “associar”.
“Todavia,
fizestes bem, associando-vos na minha tribulação.” (Filipenses 4.14)
Depois
de reconhecer a parceria estabelecida, ele define o gênero desta associação
estabelecida entre eles, e é aí que ele nos apresenta este poderoso princípio:
“E sabeis
também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da
Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão
unicamente vós outros; porque até para Tessalônica mandastes não somente uma
vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades.” (Filipenses 4.15,16)
Dar e
receber! Há uma lei instituída por Deus, segundo a qual o princípio para se
receber é dar. Quando Paulo agradece pelo que recebeu daqueles irmãos, ele
explica que, através daquele ato deles, eles estavam criando um espaço legal
para a intervenção divina em suas vidas, para que eles pudessem receber de
Deus. O receber não existe sem o dar! Ao estimulá-los na prática do dar, o
apóstolo Paulo explica que ele não os ensinava com a intenção de ser
beneficiado pelas dádivas que ele estava recebendo deles, mas por causa do
princípio que faria com que eles recebessem mais:
“Não que eu
procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o
vosso crédito.” (Filipenses 4.17)
O
apóstolo é claro em dizer que ele não estava atrás dos donativos destes irmãos,
mas que o que ele na verdade queria era que o crédito deles aumentasse diante
de Deus através das doações deles. Ele não estava focando só o dar, mas a
inevitável conseqüência do receber.
O QUE
JESUS ENSINOU
Jesus
ensinou sobre “a Lei do Dar e Receber”. E revelou que ela não funciona somente
em relação ao aspecto financeiro, mas também em todas as áreas das nossas
vidas:
“Não
julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes,
sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.”
(Mateus 7.1,2)
Quem dá
julgamento, recebe julgamento. Quem mede as pessoas, é medido na proporção com
que mede os outros. Não há mistérios na interpretação deste princípio, pois ele
é muito claro e objetivo! Foi falando destas coisas que o Senhor Jesus nos
ensinou a Lei do Dar e Receber de uma forma tão explícita assim:
“Não
julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai
e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida,
transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes
medido vos medirão também.” (Lucas 6.37,38)
Quem
condena, recebe condenação! Quem perdoa, recebe perdão! Quem dá, recebe dádivas
de volta! Ao resumir a Lei e os Profetas, Jesus falou não somente acerca do
amor, mas, em Sua expressão, Ele também incluiu a Lei do Dar e Receber:
“Tudo
quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles;
porque esta é a Lei e os Profetas.” (Mateus 7.12)
Tenho me
dedicado a viver este princípio. O que eu quero que façam a mim eu também o
faço aos outros. Por que? Porque tudo o que eu dou a alguém também receberei de
volta! Veja o que Provérbios diz sobre isto:
“A quem dá
liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é
justo, ser-lhe-á em pura perda. A alma generosa prosperará, e quem dá a beber
será dessedentado.” (Provérbios 11.24,25)
Ao que
dá, o retorno é um acréscimo. Ao que deixa de dar (retém), o retorno é uma
perda. A nossa generosidade faz com que prosperemos (através das nossas
dádivas), e o que semeamos (como saciar a sede de alguém, por exemplo) colhemos
(a nossa sede será saciada depois). Já falamos sobre a Lei da Semeadura e Ceifa
no capítulo anterior, e o Princípio do Dar e Receber está ligado a esta lei.
SUPRINDO
PARA SER SUPRIDO
Um dos
textos mais citados pelos crentes ao se referirem à provisão divina é
Filipenses 4:19, que declara que Deus suprirá, em Cristo Jesus , cada
uma das nossas necessidades, segundo as Suas riquezas em glória. Mas muitos não
conseguem enxergar o fato de que este texto não foi citado isoladamente, mas
dentro de um contexto bem específico – a Lei do Dar e Receber! Paulo disse
àqueles irmãos filipenses que, por terem suprido as suas necessidades através
dos donativos enviados, Deus certamente supriria as necessidades deles:
“Recebi
tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos
o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e
aprazível a Deus. E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus , cada
uma de vossas necessidades.” (Filipenses 4.18,19)
Se
quisermos ter as nossas necessidades supridas, devemos ser instrumentos de
suprimento a outros. Muitos de nós impedimos que Deus nos dê por não
praticarmos a lei que Ele mesmo estabeleceu para que Ele pudesse dar a nós.
Recusamo-nos a suprir a Casa de Deus e as necessidades de outros, por meio da
contribuição, e depois não entendemos porque não somos supridos pela
intervenção divina!
ENTENDENDO
A BEM-AVENTURANÇA
Ao falar
com os presbíteros de Éfeso, Paulo citou uma afirmação do Senhor Jesus,
aprendida diretamente de Cristo, que nos revela um princípio do reino
espiritual:
“Tenho-vos
mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e
recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que
receber.” (Atos 20.35)
Em
outras palavras, o Senhor Jesus disse que é melhor dar do que receber. Acredito
que este versículo expressa uma profunda verdade, que interessa não somente aos
pugilistas, mas também a cada um de nós. Normalmente pensamos que dar significa
perda, e receber significa lucro, pois, através do dar, deixamos de ter algo,
e, através do receber, ganhamos algo.
Mas a
bem-aventurança do dar não é só uma virtude espiritual, que nos proporcionará
um galardão futuro lá na glória. Dar é melhor do que receber já aqui, nesta
terra! Se só recebemos algo de alguém, a coisa termina por aí mesmo, para nós,
e não se torna progressiva. Somente a outra pessoa fica com um crédito
espiritual. Mas, se damos, acionamos uma lei espiritual que nos levará a
recebermos mais do que o que demos (Lc 6.38). Portanto, dar é melhor do que
receber, pois, ao recebermos, a nossa bênção está limitada somente ao que
recebemos, e nada mais! Porém, através do dar, geramos um ciclo da liberação
divina que sempre nos leva a termos mais do que tínhamos antes de darmos.
QUEBRANDO
O EGOÍSMO
Somos
extremamente egoístas – a ponto de pensarmos em dar a alguém só para recebermos
mais em troca. Porém ,
o sistema segundo o qual Deus trabalha conosco na Lei do Dar e Receber é
justamente uma forma de se quebrar o egoísmo. Ele nos ensina a darmos porque
Ele não quer que estejamos presos a nada. E, quando nos desprendemos, Ele sabe
que estamos demonstrando maturidade para recebermos mais.
Para
muitos crentes hoje, o fato de serem abençoados financeiramente não
significaria uma bênção tão grande assim, pois, devido ao seu egoísmo e
imaturidade, prejuízos poderiam ocorrer até mesmo com a entrada de recursos
financeiros.
O Filho
Pródigo que o diga! Ele não tinha maturidade alguma para receber o que recebeu.
Assim sendo, dissipou tudo! Através do nosso dar, da nossa liberação sincera e
despretensiosa, acionamos um princípio pelo qual podemos receber de Deus. Mas a
dádiva egocêntrica não se enquadra no todo das leis divinas quanto ao dar e
receber. É o caso da filantropia espírita que mencionamos anteriormente.
Vemos
pessoas na Bíblia que deram sem ser abençoadas, como Ananias e Safira, por
exemplo. O ato de dar não pode ser visto isoladamente. Assim como falamos da
semente que precisa morrer para germinar e frutificar, assim também, na Lei do
Dar e Receber, o dar tem que ser uma entrega que quebre o egoísmo.
Não
negamos que o próprio Deus instituiu a Lei do Dar e Receber, mas isto não quer
dizer que barganhar com Ele seja a forma de se receber algo. Dar é melhor do
que receber porque é uma ajuda no processo de se quebrar o egoísmo e nos
prepara para recebermos com uma atitude melhor.
EXEMPLOS
BÍBLICOS
Há uma
diversidade de exemplos bíblicos que demonstram o funcionamento da Lei do Dar e
Receber. Muitas vezes concluímos erroneamente que os relatos bíblicos são uma
mera descrição histórica. Mas, por trás de cada episódio, há uma lição a ser
aprendida:
“Pois tudo
quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que,
pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos
15.4)
Paulo
citou este fato aos coríntios, mostrando a razão pela qual os registros
históricos de Israel chegaram até nós: para nos servir de exemplo e
advertência.
“Estas
coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa,
de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.” (1 Coríntios 10.11)
Portanto,
gostaríamos de examinar vários destes exemplos e aprender com eles. Creio que o
Antigo Testamento ilustra o Novo, enquanto que o Novo, por sua vez, explica o Antigo
Testamento.
O
EXEMPLO DE ELIAS
Há uma
lição a ser aprendida com um ocorrido na vida do profeta Elias. Depois de ter
profetizado acerca da seca em Israel, Deus o escondeu da perseguição de Acabe e
o sustentou durante um certo período de forma sobrenatural:
“Veio-lhe a
palavra do Senhor, dizendo: Retira-te daqui, vai para o lado oriental e
esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão. Beberás da
torrente; e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem. Foi, pois, e fez
segundo a palavra do Senhor; retirou-se e habitou junto à torrente de Querite,
fronteira ao Jordão. Os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também
pão e carne ao anoitecer; e bebia da torrente.” (1 Reis 17.2-6)
Mas, num
dado momento, a direção de Deus para Elias tornou-se diferente. Ao invés de
continuar a sustentá-lo como vinha fazendo, o Senhor lhe deu uma nova direção:
“Mas,
passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra. Então, lhe
veio a palavra do Senhor, dizendo: Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a
Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida.” (1
Reis 17.7-9)
O
profeta Elias se encontrava sendo sustentado de forma sobrenatural por meio
daqueles corvos. Não seria um problema para o nosso Deus Onipotente trazer o
seu suprimento de água também de forma sobrenatural, mas creio que o Senhor não
tinha só Elias em mente, pois Ele mencionou uma viúva em cuja vida Ele decidira
intervir. Como o profeta já tinha um sustento sobrenatural e poderia continuar
a tê-lo, e a mulher, por sua vez, estava diante da sua última refeição, sou
levado a crer que o verdadeiro propósito do milagre era a mulher viúva. Este
texto não diz que Elias foi enviado até lá por causa dela, mas é desta forma
que entendo este acontecimento, pois Jesus o apresentou nestes termos:
“Na verdade
vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se
fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a
nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom.” (Lucas
4.25,26)
Cristo
disse que Elias foi enviado a uma viúva gentílica (para abençoá-la), e não a
uma israelita. Isto mostra que o profeta não foi enviado apenas para receber
algo, mas principalmente para liberar uma bênção sobre aquela mulher! Elias era
o meio através do qual ela praticaria a Lei do Dar e Receber. O texto a seguir
nos mostra de forma implícita esta lei:
“Então, ele
se levantou e se foi a Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma
mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma
vasilha de água para eu beber. Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse:
Traze-me também um bocado de pão na tua mão. Porém ela respondeu: Tão certo
como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de
farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois
cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho;
comê-lo-emos e morreremos. Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste;
mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois,
farás para ti mesma e para teu filho. Porque assim diz o Senhor, Deus de
Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não
faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. Foi ela e fez
segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias.
Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a
palavra do Senhor, por intermédio de Elias.” (1 Reis 17.10-17)
Se
aquela mulher tivesse comido a sua última refeição, ela não teria mais como
acionar a Lei do Dar e Receber. Há muitos anos atrás, li num estudo bíblico do
irmão Dave Roberson uma aplicação deste exemplo. Ele dizia que é nos momentos
de maior necessidade que devemos nos abrir para darmos.
Muitos
crentes, na hora do aperto financeiro, cortam do seu orçamento justamente o que
jamais deveria ser cortado: a Lei do Dar (e Receber). Eu passei então a seguir
o conselho do irmão Roberson e eu tenho dado nas horas em que menos tenho para
dar. Tenho vivido isto, e sempre vejo a provisão de Deus! Ainda que nem sempre
ela seja instantânea, todavia nunca falha! Nas horas de dificuldades
financeiras, precisamos estar atentos porque Deus sempre cria oportunidades
para que possamos dar do pouco que temos. Precisamos estar atentos às
oportunidades divinas que talvez não venham de forma tão clara como achamos que
viriam.
Por
exemplo, a Bíblia diz que alguns hospedaram anjos sem saberem (Hb 13.2). Por
que será que Deus mandaria anjos sem que eles revelassem que eram anjos?
Certamente não é porque os anjos precisem de coisa alguma, pois eles não
necessitam de comida, nem de roupa, nem de hospedagem. Talvez Deus os envie só
para nos testar se supriríamos as suas necessidades ou não, pois, se
soubéssemos que se tratava de anjos, talvez o fizéssemos por motivos
diferentes. E o envio de anjos para receber a hospitalidade reforça o que
estamos dizendo, pois, embora os anjos não precisem da hospitalidade recebida,
certamente a hospitalidade praticada produzirá bênçãos sobre a vida de quem a
exerceu!
Há
momentos em que precisamos discernir as oportunidades. Pessoas com necessidades
podem estar diante de nós em momentos em que também estamos precisando de
provisão. Se o nosso coração nos der um indício de que devemos ajudar, e se
isto estiver ao nosso alcance, então devemos ajudar! Já ofertei na vida de
pessoas simplesmente porque na hora senti o desejo de fazê-lo (mesmo sem
poder), e só depois percebi que isto acabou sendo algo que Deus usou, não
apenas para suprir estas pessoas, mas também para me impedir de comer uma
“semente” (como se fosse “pão”), e, assim sendo, desperdiçá-la!
O
EXEMPLO DE JESUS NO BARCO DE PEDRO
Numa
certa ocasião, Jesus precisou usar o barco de Pedro, e ele o disponibilizou ao
Senhor:
“Aconteceu
que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao
lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores,
havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de
Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava
do barco as multidões.” (Lucas 5.1-4)
O
pescador aceitou, e apesar da frustração de nada ter pescado à noite (e da
necessidade de voltar ao trabalho), cedeu o barco a Jesus, e, por trás da
gentileza praticada, acionou (ainda que inconscientemente) a Lei do Dar e
Receber.
“Quando
acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para
pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada
apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam
grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais
aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram
ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique.” (Lucas 5.4-7)
Ele
recebeu de volta por seus préstimos uma quantia de peixes que não poderia ter
pescado por si só. Quando damos alguma coisa a Deus, sempre recebemos muito
mais de volta!
Nunca
ninguém, em ocasião alguma, jamais conseguirá vencer a Deus no dar! Tudo o que
damos sempre nos voltará em boa medida, recalcada, sacudida e transbordante.
Foi o que aconteceu com Pedro nesta ocasião e é também um princípio válido para
nós hoje!
O
EXEMPLO DE ABRAÃO
Depois
de pedir a Abraão o seu filho amado (ainda que não foi necessário ele chegar às
últimas conseqüências deste ato), Deus renovou com o patriarca a Sua aliança de
abençoar as famílias da terra por seu intermédio (Gn 22.15-18). O patriarca foi
inserido em promessas que envolviam o ato redentor de Deus para com a
humanidade.
Pelo
fato de que Abraão deu o seu filho ao Senhor, ele fortaleceu o direito de
receber de Deus a entrega do Seu Filho como um canal de redenção a todas as
famílias da Terra. A Lei do Dar e Receber não é algo que Deus impôs somente a
nós, mas é também algo que Ele próprio utiliza.
O
EXEMPLO DE ANA
Um belo
exemplo bíblico da Lei do Dar e Receber pode ser visto na vida de Ana, a mãe do
profeta Samuel. As Escrituras Sagradas afirmam que ela não podia gerar filhos,
pois ela era estéril (1 Sm 1.5,6), mas, ainda assim, ela ofereceu ao Senhor
Deus o filho que ela teria, caso viesse a experimentar um milagre:
“E fez um
voto, dizendo: Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição
da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe
deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre
a sua cabeça não passará navalha.” (1 Samuel 1.11)
Depois
que Samuel nasceu e ela o desmamou, Ana cumpriu o voto dela, e, para dedicá-lo
a Deus, ela o levou ao Templo, onde o deixou aos cuidados de Eli, o sacerdote
que antes a teve por embriagada (1 Sm 1.24-28). E o que aconteceu com Ana? A
lei do receber funcionou para aquela que deu:
“Eli
abençoava a Elcana e a sua mulher e dizia: O Senhor te dê filhos desta mulher,
em lugar do filho que devolveu ao Senhor. E voltavam para a sua casa. Abençoou,
pois, o Senhor a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o
jovem Samuel crescia diante do Senhor.” (1 Samuel 2.20,21)
Ninguém
vence a Deus no dar! Ele sempre nos devolve muito mais do que Lhe damos! Ana
ainda não tinha nenhum filho, mas, ao dá-lo a Deus, recebeu outros cinco. E o
interessante é que ela deu antes de ter para dar. Podemos dizer que foi uma
dádiva de fé.
Já fiz
isto algumas vezes. Já orei ao Senhor, consagrando a Ele recursos que eu ainda
não tinha! Em minhas orações eu Lhe disse o que eu gostaria de ofertar, mas que
antes eu precisaria receber d’Ele, para então poder devolver-Lhe. Fiz isto
mesmo não tendo nada para dar nestas ocasiões, e, quando as respostas a estas
orações vieram, cumpri a promessa e entreguei imediatamente o que eu havia me
comprometido ofertar ao Senhor.
A Lei do
Dar e Receber é tão forte que até o que votamos ao Senhor, mesmo antes de
termos, já gera resultados.
O
EXEMPLO DA SUNAMITA
Temos
ainda uma outra lição bíblica do Antigo Testa-mento a ser examinada. Uma mulher
sunamita, cujo nome não é mencionado, tratou com muita hospitalidade o profeta:
“Certo dia,
passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher rica, a qual o constrangeu a
comer pão. Daí, todas as vezes que passava por lá, entrava para comer. Ela
disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de
Deus. Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e
ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele
vier à nossa casa, retirar-se-á para ali.” (2 Reis 4.8-10)
Diante
da hospitalidade praticada, Eliseu sentiu-se movido a abençoar aquela família:
“Um dia,
vindo ele para ali, retirou-se para o quarto e se deitou. Então, disse ao seu
moço Geazi: Chama esta sunamita. Chamando-a ele, ela se pôs diante do profeta.
Este dissera ao seu moço: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com muita abnegação;
que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao
rei ou ao comandante do exército? Ela respondeu: Habito no meio do meu povo.
Então, disse o profeta: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela
não tem filho, e seu marido é velho. Disse Eliseu: Chama-a. Chamando-a ele, ela
se pôs à porta. Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás
um filho. Ela disse: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.
Concebeu a mulher e deu à luz um filho, no tempo determinado, quando fez um
ano, segundo Eliseu lhe dissera.” (2 Reis 4.11-17)
Eliseu
não operava milagres como e quando ele bem entendia. Ele era um profeta guiado
pelo Espírito de Deus, e, em meu entendimento, se há uma razão descrita para
que ele se sentisse incomodado a abençoá-la, é justamente porque ele percebeu
que ela tinha este direito; esta mulher havia acionado a Lei do Dar e Receber!
Este
texto não é apenas mais uma “coincidência bíblica”, e sim mais uma parte de um
quebra-cabeças repleto de figuras e exemplos de que quem dá recebe!
MUITAS
VEZES MAIS
Certa
vez o apóstolo Pedro lembrou a Jesus de tudo o que eles, os discípulos, haviam
deixado por Ele, e perguntou-Lhe qual seria a recompensa deles:
“Então, lhe
falou Pedro: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós?
Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando,
na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos
assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele
que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou
filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará
a vida eterna.” (Mateus 19.27-29)
A
resposta do Senhor Jesus Cristo ao apóstolo Pedro permite que entendamos alguns
princípios ligados à Lei do Dar e Receber.
Em
primeiro lugar, vemos que a recompensa de tudo o que fazemos (incluindo as
nossas dádivas) não é meramente terrena! Sempre há o aspecto celestial, o
aspecto do galardão! O Senhor fala de uma dimensão de honra na eternidade, na
glória celestial. Além do que provamos no reino natural ao darmos, a Lei do Dar
e Receber também se estende ao reino espiritual.
Em
segundo lugar, Ele fala que receberemos muitas vezes mais do que deixamos para
trás por causa d’Ele: as coisas terrenas! E é esta forma de recebermos que
precisa ser entendida mais profundamente.
Jesus
falou que receberíamos de volta algumas coisas que deixamos por amor a Ele, mas
nem sempre recebemos coisas com as mesmas características da nossa entrega. Por
exemplo, ao deixar casas e campos, não preciso recebê-los de volta “de papel
passado”, mas posso me enquadrar na posição de receber, simplesmente por
estarem à minha disposição!
Há
momentos em que, na forma de recebermos o que damos, Deus nos poupa de nos
centrarmos em nós mesmos.
Já
afirmamos que uma das razões pelas quais Deus estabeleceu a Lei do Dar e
Receber foi para quebrar o nosso egoísmo, uma vez que somos tremendamente
centralizados em nós mesmos. Logo, não podemos usar esta lei só por causa do
nosso egoísmo, com a intenção de darmos para recebermos algo melhor em troca. Quando damos
visando só o nosso benefício próprio, quebramos um outro princípio bíblico e
somos impedidos de recebermos. Observe o que diz a Palavra de Deus:
“Nada
tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para
esbanjardes em vossos prazeres.” (Tiago 4.2b,3)
Depois
de mostrar que muitos não recebem por não pedirem – o que indica que uma das
formas de recebermos de Deus é pela oração e súplica – Tiago denuncia que
alguns, mesmo usando a oração, não alcançam nada de Deus! E a razão de não
receberem de Deus é porque estão voltados só a si mesmos! Deus não pode
alimentar o nosso egoísmo! Jesus Cristo nos incluiu em Sua morte na Cruz
exatamente para aniquilar este nosso egoísmo. Aí então Ele estabeleceu uma lei
espiritual onde o nosso egoísmo cancela o funcionamento de outros princípios do
reino espiritual. Isto se aplica com relação à oração e também com relação à
Lei do Dar e Receber. No entanto, Deus não nos impede de sairmos do
enquadramento da Cruz! Precisamos aprender a dar, pelo ato de dar em si, e não
somente por causa da reciprocidade do receber.
A
contribuição não pode ser considerada como uma espécie de título de
capitalização, que eu invisto hoje só para receber amanhã. Outros princípios se
somam a Lei de Dar e Receber e deve haver um funcionamento em conjunto de todos
estes princípios para que vejamos os resultados.
No
próximo (e último) capítulo deste livro, ensinaremos acerca do princípio do
discernimento do Corpo de Cristo. Mostraremos que devemos saber discernir a
oportunidade de servirmos a Deus através do nosso dar. Se não rechearmos as
nossas dádivas com os sentimentos corretos, não usufruiremos de tudo o que o
Senhor nos disponibilizou na Lei do Dar e Receber.
(Extraído do livro “Honrando ao Senhor Com Nossos Bens”, de Luciano
Subirá)
- - - – - – - – - – - – - – - – - – - -
Autor:
Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um
ministério de ensino bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade
Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
11
DICAS PARA LÍDERES DE MINISTÉRIOS DE LOUVOR
1.
Sua equipe precisa de estar com você em outros lugares extra ensaios na igreja:
Piqueniques
Leve-os para a sorveteria e comprar-lhes 1 tigela de sorvete
Joguem vôlei juntos
Leve-os para a sorveteria e comprar-lhes 1 tigela de sorvete
Joguem vôlei juntos
2.
Provavelmente há alguém em sua equipe que precisa dar um tempo do ministério.
(para reforçar o seu crescimento e relacionamento pessoal com Senhor.)
3.
Você é uma influência maior do que você provavelmente imagina. A equipe
(especialmente os membros mais jovens) vai pegar e imitar suas atitudes e
opiniões sobre a Igreja, sobre seus líderes, sobre outros ministérios, etc.
4.
Você pode ser um excelente recurso para sua equipe ajudando-os a crescer na fé.
Dê a eles artigos para ler, recomende bons livros e deixe-os por dentro de
seminários e retiros, etc.
5.
Sua equipe precisa rir! O riso é um bom remédio e aproxima as pessoas.
6.
Crescimento é contagioso! Saliente e afirme o crescimento musical e espiritual
que você vê em indivíduos da equipe. Outros vão ouvir e alguns vão seguir o
mesmo caminho (aulas comprarão melhores equipamentos, mergulharão mais fundo,
haverá crescimento na oração, etc.)
7.
Muitos de sua equipe podem estar prontos para ensinar e treinar outros. Promova
a conexão entre os membros mais experientes com os novos baixistas,
tecladistas, vocalistas etc. Ele pode fazer uma enorme diferença na vida dos
jovens e das crianças bem como adultos.
8.
Você provavelmente tem um futuro líder de louvor e adoração em sua equipe
agora.
9.
Um ou dois membros de sua equipe tem boas ideias sobre como ajudar a conduzir o
ministério de louvor para o próximo nível (mas eles não irão compartilhar a se
você não perguntar).
10.
Não há substituto para o cuidado e incentivo. Tenha certeza que sua equipe sabe
que você os valoriza e aprecia.
11.
Seja totalmente transparente com sua equipe. Confesse suas falhas (que eles
sabem de qualquer maneira!). Esta atitude irá estimular uma maior abertura e
vulnerabilidade na equipe e vai criar oportunidades para um ministrar ao outro.
Somente pelo Espírito.
Terry
Butler é pastor, ministro de louvor e compositor da Vineyard Music.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)


